HISTÓRIA DA CONGREGAÇÃO
A Congregação das Irmãs de Santa Catarina de Sena, foi fundada no Centro de Kamulemba, na Missão Católica do Kola, Arquidiocese do Lubango (Angola), no dia 09 de Setembro de 1951, pelo Reverendo Padre Roberto Harder, Religioso da Congregação dos Missionários de Nossa Senhora de Lasalete.
  • QUEM FOI O PADRE ROBERTO HARDER

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  • Zelo pastoral do Padre Roberto Harder

    Ensinar, Instruir e Evangelizar, foram notas características do seu ser Missionário. Visitava as aldeias e famílias da periferia, passando de casa em casa, elaborando fichas de famílias inclusive, através das quais conhecia e controlava cada família.

ONDE, QUANDO E COMO COMEÇOU?

De 1947 – 1950 fez a análise da realidade sócio-cultural e religiosa na sua prmeira estação Missionária do Poto – Quilengues, onde no contacto com as famílias admirou muito as qualidades da mulher angolana e sua importância na família. Eis as qualidades que o Padre Roberto Ressalta: • Sempre bem-disposta; • Alegre; • Solícita; • Zelosa; • Obediente; • Altruísta; • Humana; • Disciplinada; • Sacrificada; • Protectora da vida; O sentido maternal que Padre Roberto constatou na mulher angolana levou-lhe a considerá-la no seu pensar como “Coração da família”. Trata-se duma época em que a mulher angolana era marginalizada quer na sociedade quer na Igreja; tão pouco se lhe atribuía valor e responsabilidades, pois que, não era reconhecida a sua dignidade. Feita a nálise sócio-cultural, familiar e religiosa e tendo em conta as qualidades da mulher, Padre pensou que com esta mulher se podia fazer grandes coisas também no âmbito espiritual. Por isso e desde ali teve uma grande Inspiração Divina de capacitar esta mulher para que com suas virtudes naturais seja também na Igreja e na sociedade um instrumento válido, eficaz, na conquista de almas para Deus, isto é, pessoas que se dediquem à actividade missionária. Assim, no dia 09 de Setembro de 1951, no centro de Kamulemba, Missão do Kola, Arquidiocese do Lubango, o Padre Roberto Harder reuniu o primeiro grupo de meninas de 10 a 14 anos de idade, como objectivo de prepará-las para a acção evangelizadora, dando-lhes instrução intensiva Bíblica, Evangélica, Religiosa e literária, exigindo-as a viver em comunidade. Trata-se, portanto, do primeiro grupo que acolheu do Fundador o Carisma, a Espiritualidade e a Característica da Congregação. Foram elas: Maria Madalena Bondi, Maria Filomena, Maria Lúcia Sapi, Elisabeta João e Cristina Tchilombo. No processo formativo das jovens O Padre Roberto contou com a colaboraçãodos seus confrades e das Congregações religiosas das Irmãs de São José de Cluny e Santíssimo Salvador para as quais a partir de 1951 foi enviando grupos de meninas a fim de serem formadas em diferentes âmbitos: humano, cristão, doutrinal e religioso, preparando-as para a missão Evangelizadora. Pois no seu pensar humilde julgou que determinados aspectos de formação que as jovens necessitavam, seriam melhor recebidos e aprofundados vivendo com aquelas que eram já consagradas (Manuscrito pág. 4). Com o Insentivo do Dom Altino Ribeiro de Santana, a partir de 1955 foram feitas as primeiras promessas por um (1) ano renováveis tendo como distintivo um lenço e pano azuis. Em 1957, Dom Altino Ribeiro de Santana, Bispo de Sá da Bandeira, Actual Arquidiocese do Lubango, manifestou o desejo de aceitá-las como uma Instituição Religiosa Diocesana e pediu aos Padres que continuassem com a obra, já que tinham as suas regras orientadoras (Manuscrito pág. 10. 30). Dedicavam-se intensamente a Evangelização de diversos grupos especialmente das famílias. A actividade evangelizadora destas jovens consagradas foi tão importante e intensa que levou os padres Saletinos, confrades do padre Roberto Harder a convidar a responsável pelo grupo ir. Cristina Tchilombo para pregar nas Missões Saletinas do Dunde, Tchinjenje e Hanha, na altura pertecentes à Diocese de Nova Lisboa – Huambo. A partir de 1964 novas vocações surgem como fruto das pregações de Cristina Tchilombo nas Missões a cima referidas tendo atraído mais de “40 boas raparigas” segundo o padre Roberto (cf. Carta, 7. 1. 1997) que se juntaram na Missão da Hanha em 1965 por decisão dos Missionários das diferentes Missões sendo os responsáveis pela formação o Pe. Roberto e seus confrades, Cristina Tchilombo e Elisabeta João que foi escolhida como mestra do novo grupo (ambas formaram parte da comunidade fundacional). O Bispo Dom Daniel Gomes Junqueira, da Diocese do Huambo, da qual o território de Benguela fazia parte, vendo a actividade pastoral das jovens, aconselhou os confrades do Pe. Roberto Harder a fazer crescer e frutificar a obra. De lá para cá, o grupo foi crescendo em quantidade e qualidade. Em Maio de 1968, o bispo pediu-lhes que elaborassem as regras. No dia 29 de Maio de 1970 – Dom Daniel Gomes Junqueira, Bispo da Arquidiocese do Huambo, aprovou canonicamente a nova comunidade religiosa como “Instituto Leigo das Irmãs de Santa Catarina”. - 20 de Julho de 1971 – Dom Armando Amaral dos Santos, primeiro Bispo da Diocese de Benguela, encorajava o Instituto com a portaria Nº 3/71 nestes termos: “Aprovamos e abençoamos os estatutos do Instituto Leigo das Irmãs de Santa Catarina, que passarão a constituir norma oficial de actuação a partir da data desta portaria”. - 22 de Agosto de 1972 – na festa de “Maria Rainha do Universo” Dom Armando Amaral dos Santos, Bispo da Diocese de Benguela, numa visita pastoral na Missão Católica da Hanha, recebeu solenemente em público a promessa anual das Catarinas. A seguir apresentou ao Registo Civil em Luanda o “Instituto Leigo das Irmãs Catarinas” como pessoa jurídica. No mesmo ano enviou algumas Irmãs para a Missão do Bocoio como Comunidade Pastoral. - 09 de Setembro de 1974 foi a abertura da casa de formação do noviciado canónico na Missão Católica da Catumbela. - 22 de Agosto de 1982, Dom Óscar Lino Lopes Braga, segundo Bispo da Diocese de Benguela, erigiu o Instituto Leigo das Irmãs Catarinas em Instituto Religioso de Direito Diocesano. No mesmo dia, oito (8) Irmãs emitiram votos perpétuos. - De 11 a 28 de Dezembro de 1985, a Congregação realizou o primeiro Capítulo Geral. De lá para cá, de seis em seis anos se realiza o Capítulo Geral. No dia 19 de Julho de 2016, Sua Santidade, o Papa Francisco, reconheceu a Congregação das Irmãs de Santa Catarina de Sena como “Instituto Religioso de Direito Pontifício”. O Carisma que como Congregação herdamos do nosso Fundador é de “ir ao encontro de pessoas singulares e famílias, sobretudo das periferias através do testemunho cristão, da educação, da catequese, da promoção humana, especialmente da mulher e mais em geral através das obras de misericórdia, a fim de escutarmos, conhecermos e tocarmos os seus anseios e inquietações mais profundas, iluminá-los com a luz do Evangelho e encomendá-los ao Senhor na oração fervorosa, testemunhando-lhes, desta maneira, o Reino Escatológico”. A Característica principal da Congregação das Irmãs de Santa Catarina de Sena, no seio da Igreja, está expressa no lema “Tudo para todos na simplicidade”cujas raízes assentam na Contemplação do mistério da Encarnação, mediante o qual Deus veio ao encontro da humanidade ferida. Este lema há-de nortear sempre o olhar, o pensar, agir e decidir individual e colectivo dos seus membros.

PRESENÇAS DA CONGREGAÇÃO

Europa • Itália: Quatro ( 7) comunidades. • Espanha: Uma (1) comunidade. América Latina • Brasil (1) Comunidade Em Angola estamos presentes em Trezes (13) Dioceses com as seguintes Comunidades: • Saurimo: Uma (1). • Ndalatando: Uma (1). • Caxito: Uma (1) • Viana: Duas (2). • Luanda: Duas (2). • Sumbe: Três (3). • Benguela: Dez (10). • Ganda: Seis (6) • Lubango: Duas (3). • Namibe: Uma (1) • Ondjiva: Uma (1). • Huambo: Duas (2). • Menongue: Duas (2). A Congregação conta com 202 Irmãs distribuídas em 44 comunidades. NOVIÇAS 16 do Primeiro Ano; 9 do Segundo Ano Total – 25 Noviças POSTULANTES ( PRÉ-NOVIÇAS) São 8 Postulantes